10 inimigos da Internet em 2013

Para virem ao em10taque ver este artigo é porque andam a navegar na internet. É provável que tenham passado pelo facebook, ou visto uns vídeos no youtube, ou simplesmente um qualquer site de noticias para se manterem actualizados. Este é o nosso mundo! No entanto, há muitos países e organizações que praticam de forma activa a censura da Internet. Seja por motivos políticos, religiosos, ideológicos ou comerciais, são muitos os milhões de pessoas em todo o mundo que não têm forma de aceder livremente à informação online.  A Repórteres sem Fronteiras publicou recentemente um caderno especial (vejam em http://surveillance.rsf.org/en/) em que analisa ao pormenor 10 inimigos da internet em 2013 – 5 países e 5 empresas. Há descrições impressionantes neste documento! Foi com base no conteúdo desse relatório que elaborámos e ordenámos esta lista.

 

10. Amesys

10.Amesys

A Amesys vendeu o seu software de spyware EAGLE à Líbia quando o Kadhafi ainda estava no poder. É utilizado para espiar e controlar todas as acções de jornalistas e activistas de direitos humanos. Como resultado, a empresa está actualmente a ser processada em França pela Federação Internacional para os Direitos Humanos, por  cumplicidade em actos de tortura. O processo legal está a decorrer.

 

9. Gamma International

09.Gamma International

Esta empresa oferece aos clientes spyware altamente sofisticado, que foi repetidamente encontrado em países que maltratam jornalistas, como o Bahrain e os Emirados (UAE). A tecnologia “Finfisher” comercializada pela Gamma International é capaz de ler ficheiros e emails encriptados e até ouvir chamadas de voz efectuadas através da Internet. Um dos seus alvos foi Ala’a Shehabi, um jornalista, professor universitário e activista no Bahrain e que actualmente está exilado em Londres.

 

8. Bahrain

08.Bahrain

Apesar do país oferecer aos cidadãos uma das melhores coberturas de internet do Médio Oriente, isso não significa que a informação flua com transparência ou isenção. Todo o conteúdo erótico (pornográfico nem se fala!) está bloqueado e qualquer manifestação online de activismo ou suspeição do regime imposto pela família real é filtrado. É garantido que os comentários políticos e religiosos serão analisados pelas autoridades e as sanções para os infractores são severas!

 

7. Blue Coat

07.Bluecoat

A empresa Americana Blue Coat, especialista em segurança online, é mais conhecida internacionalmente pelos seus equipamentos de censura na Internet. Este equipamento também permite a supervisão de jornalistas, netizens e as suas fontes. Os seus aparelhos de censura recorrem à inspecção profunda dos pacotes de dados, uma tecnologia utilizada por muitos dos fornecedores de Internet ocidentais para gerir o tráfego das suas redes e para suprimir conexões indesejadas.

 

6. Vietname

06.Vietnam

As autoridades do Vietname confrontam-se com um dilema comum em regimes autoritários: o desejo do desenvolvimento económico, suportado nas novas tecnologias, que choca com o medo do crescimento da instabilidade política e o activismo digital. O país adoptou um conjunto de sistemas de monitorização e controlo dos conteúdos disponíveis para os seus cidadãos e a liberdade de expressão online é altamente reprimida. Um blogger vietnamita foi galardoado com o prémio Netizen do ano 2013 e resume a situação do país: “O Estado controla todas as comunicações. As opiniões contrárias ao Estado não são tornadas públicas. A liberdade de expressão é praticamente não-existente no Vietname”.

 

5. China

05. China

O partido comunista chinês gere um dos maiores impérios online do planeta, senão o maior! Todos os acessos à internet são prestados sobre infra-estrutura detido pelo estado. Há um sem número de institutos e organismos do Estado que se dedicam em exclusivo à monitorização e filtro dos conteúdos disponibilizados na Internet chinesa. Há uma “Great Firewall of China” que desde 2003 filtra e selecciona quais os acessos a sites estrangeiros que são permitidos. A tecnologia de monitorização de Internet utilizada é das mais avançadas do mundo!

 

4. Trovicor

04.Trovicor

É uma das maiores empresas do mundo fornecedoras de equipamentos de intercepção de conversas privadas e afirma ter colocado os seus produtos em mais de 100 países. A empresa tem sido questionada por várias entidades, nomeadamente o Parlamento Europeu, sobre as suas actividades no Irão, na Síria e no Bahrain, onde actividades de tortura e prisão de jornalistas dissidentes ocorre numa base regular, com base na tecnologia da Trovicor.

 

3. Hacking Team

03.Hacking Team

A Hacking Team descreve os seus produtos de monitorização legal de conversas privadas como “tecnologia ofensiva”. A empresa foi chamada a responder pela utilização dos seus produtos em Marrocos e nos Emirados (UAE). O sistema de controlo remoto da empresa, denominado “DaVinci” é capaz de descodificar emails, ficheiros e protocolos de telefonia sobre Internet.

 

2. Siria

02.Siria

Desde há muito categorizada pelos Repórteres sem Fronteiras como Inimigo da Internet, o regime do país intensificou a sua luta contra a liberdade de expressão desde que estalou a guerra civil em 2011. Foram adoptadas tecnologias e sistemas que previnem a disseminação de noticias e imagens que documentem a campanha oficial para esmagar a rebelião. A infra-estrutura e a arquitectura do acesso à Internet é altamente centralizada, o que permite ao Governo cortar literalmente a ligação do país ao mundo – aconteceu por exemplo a 29 Novembro de 2012 durante dois dias!

 

1. Irão

01.Irão

O Irão tem mais de 150 empresas fornecedoras de Internet, muitas delas privadas, mas isso não significa que sejam independentes do Governo. Não são! O regime Mullah controla a infra-estrutura, tecnologia e o regulador, assim como implementou uma legislação altamente repressiva para os infractores. O caso da gestão da infra-estrutura é crasso: na véspera de datas significativas ou se há a suspeita de algum movimento que dê em manifestação, o regime reduz a velocidade da Internet no país, para impedir a circulação de fotos, vídeos ou outros conteúdos. O Governo tem também planos (que já estão a avançar!) para criar “a sua Internet”, com alta velocidade de acesso, mas com TODOS os conteúdos monitorizados e censurados.

 

 

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