10 recordes olímpicos difíceis de bater

Os Jogos Olímpicos organizam-se de 4 em 4 anos desde 1896 e os recordes são reconhecidos pelo Comité Olímpico Internacional. As modalidades praticadas em atletismo dividem-se em 4 grupos: Pista (inclui velocidade, meia e longa distância, barreiras e estafetas), campo (lançamento do dardo, disco, peso, salto à vara, salto em comprimento e triplo salto), estrada (marcha e maratona) e combinado (heptatlo e decatlo). Há bastante controvérsia em relação a muitos recordes batidos até ao final do século XX, em que o controle do uso de substâncias ilegais não era tão apertado e alguns recordes olímpicos foram anulados pelo comité Olímpico. Em 1988 o canadiano Ben Johnson bateu o recorde dos 100 metros e ganhou a medalha de ouro. Mais tarde foi-lhe retirada por ter acusado o uso de esteróides nos testes anti-dopping e medalha entregue ao segundo lugar nessa corrida, o americano Carl Lewis. Hoje o controle é mais apertado e os atletas recorrem menos a substâncias ilegais. À parte disto os jogos olímpicos são o maior evento desportivo a nível mundial e hoje damos a conhecer 10 recordes olímpicos difíceis de bater. Vamos apenas falar de recordes olímpicos e não de recordes do mundo, que são reconhecidos nos campeonatos do mundo que acontecem todos os anos.

 

 

10. Gabriela Szabo – 5000 metros

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Esta atleta romena foi 3 vezes campeã do mundo, medalhista de bronze e prata nos jogos olímpicos de 1996, nos 2000 metros e nos 1500 metros respectivamente. Em 2000, em Sidney, ganhou a medalha de ouro nos 5000 metros batendo o recorde com um tempo de 14:40.79 segundos. Durante toda a sua carreira foi treinada apenas por um treinador, com quem se casou mais tarde. Em 2005 anunciou a sua retirada do desporto profissional devido a problemas de saúde e a um declínio da sua performance.

 

9. Charles Austin – Salto em altura

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Charles Austin é um verdadeiro atleta! Treinou-se a si próprio durante os 15 anos de carreira desportiva. Foi campeão olímpico, duas vezes campeão do mundo e 9 vezes campeão americano no salto em altura. Contudo quando Austin chegou aos jogos olímpicos de Barcelona duvidava-se se conseguiria competir devido a uma lesão num joelho mas conseguiu qualificar-se e competiu, acabando no 8º lugar. Austin acabou por ser operado em 1993 a sua carreira esteve ameaçada. Em 1994 voltou a treinar e rapidamente chegou ao alto nível de competição a que estava habituado e com essa determinação tornou-se campeão olímpico em 1996 ao marcar o recorde com um salto de 2.39 metros.

 

8. Kevin Young – 400 metros barreiras

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Em 1992, nos jogos olímpicos de Barcelona, Kevin Young bateu o recorde dos 400 metros barreiras com o tempo de 46,78 segundos, e ainda é o único atleta a correr aquela distância em menos de 47 segundos. Conseguiu aquele feito utilizando uma técnica que o próprio aperfeiçoou, dando 12 passadas entre barreiras (mais de 2,70 metros por passada) e mudando para 13 nas últimas barreiras. Teria conseguido melhor tempo se não tivesse abrandado e levantado os braços para festejar ao reparar que estava muito adiantado em relação aos seus oponentes.

 

7. Martina Hellmann – Lançamento do disco

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Esta atleta alemã estreou-se na competição com 16 anos e nesse mesmo ano, em 1977, bateu o recorde de lançamento do disco na categoria de atletas com 16 anos com um lançamento de 55.00 metros. Apesar de ter sofrido muitas lesões sagrou-se campeã do mundo em 1983 e 1987, mas foi em 1988, em Seul que se sagrou campeã olímpica com um lançamento de 72.30 metros. Mais tarde num treino fez um lançamento impressionante de 78,14 metros. Apesar da distância, por ter sido efectuado num treino, não pôde ser considerado como recorde do mundo.

 

6. Sergey Litvinov – Lançamento do martelo

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Sergey Litvinov bateu três vezes o recorde do mundo de lançamento do martelo, a última vez em 1983 com uma distância de 84.41 metros. Em 1988 nos jogos olímpicos de Seul marcou o recorde olímpico na marca dos 84,80 metros.

 

5. Florence Griffith-Joyner – 100 metros

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A velocista americana, Florence Griffith-Joyner, ganhou 3 medalhas de ouro nas olimpíadas de 1988 em Seul (100 metros, 200 metros e 4×100 metros). Foi uma surpresa quando a conhecida corredora dos 200 metros bateu o recorde do mundo dos 100 metros por 0.17 segundos, com o tempo de 10,62. A sua carreira foi ensombrada por suspeitas de dopping, que se intensificaram com a sua morte aos 38 anos. É também a detentora do recorde  do mundo dos 200 metros com o tempo de 21.34, também atingido em 1988.

 

4. Julius Kariuki – 3000 metros obstáculos

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Julius Kariuki, do Quénia, fez a sua estreia internacional nos jogos olímpicos de 1984, acabando em 7º nos 3000 metros obstáculos. Na edição seguinte desta competição em Seul, Kariuki que não era considerado favorito ao ouro, chegou à final dos 3000 metros e depois de um bom arranque e de ter acompanhado o mais experiente Peter Koech, também do Quénia, libertou-se do seu colega e opositor avançando para ganhar a medalha de ouro, batendo o recorde olímpico  com o tempo de 8:05.51 minutos.

 

3. Nadezhda Olizarenko – 800 metros

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Em 1980, no Meeting de Moscovo, a russa Nadezhda Olizarenko bateu o recorde do mundo dos 800 metros com o tempo de 1 minuto e 54.85 segundos derrotando a detentora do recorde Tatyana Kazenkina. Depois disto Nadezhda tornou-se na favorita para os jogos olímpicos de Moscovo e não desiludiu, liderando a corrida desde o inicio e a afastar-se do resto das corredoras, esmagou o seu recorde do mundo ao fazer aquela distância em 1 minuto e 53.43 segundos.

 

2. Ilona Slupianek – Lançamento do peso

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A atleta da República Democrática Alemã, Ilona Slupianek, tinha sido desqualificada do Campeonato Europeu de Atletismo de Helsínquia em 1977 por dopping, depois de ter dominado a competição. Foi suspensa por 12 meses pela IAAF mas o facto de voltar para a Alemanha Oriental significava que poderia voltar a treinar com a ajuda de esteróides, por não haver controle. O castigo acabou antes do Europeu Indoor de atletismo de 1979 e Ilona sagrou-se campeã nesse evento. Competiu em 1980 pela Alemanha  em Moscovo, onde bateu o recorde olímpico e se sagrou campeã com um lançamento de 22.41 metros. Depois disso ganhou o ouro nos europeus de 1981, 1982 e a medalha de bronze no mundial de 1983.

 

1. Bob Beamon – Salto em comprimento

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Em 1968 nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, o americano Bob Beamon fez o impossível. Saltou 8.90 metros, mais 55cm que o anterior recorde. O salto foi tão impressionante que quando foi anunciado no estádio o próprio atleta caiu de joelhos incrédulo, e precisou de ajuda para se levantar. Ainda hoje este recorde está por bater mas existem alguns factores ambientais a considerar. O primeiro é a altitude a que se situa a Cidade do México, 2,241 metros. A altitude tem uma grande influência nestas competições e depois desta edição não se realizaram mais competições importantes em locais que se encontrassem perto destas altitudes. Muitos recordes de velocidade e de salto foram quebrados em 1968 por causa disso. Além disto depois de Beamon ter saltado, caiu uma forte chuvada que impossibilitou os outros atletas de tentarem bater aquele salto. Podemos dizer que até a natureza estava a favor de Beamon naquele dia.

 

 

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