10 glórias do atletismo português 1

Numa altura em que parece que o investimento no desenvolvimento do desporto nacional não é uma prioridade, olhamos para os feitos do passado daqueles que consideramos serem a referência do atletismo português. Muitos dos nomes que apresentamos nesta lista são familiares à maioria dos Portugueses mas será que sabem porquê? Honestamente alguns dos dados que descobrimos também nos eram desconhecidos. Por exemplo, sabiam que o Carlos Lopes entrou num episódio dos Simpsons? Ou que a Rosa Mota ganhou a maratona do campeonato do mundo de Roma, em 1987, com 7 minutos e 21 segundos de avanço sobre a segunda classificada?

 

10. Aurora Cunha

Começou a carreira aos 15 anos e, pelo seu clube do coração o FCP, destacou-se em todo o tipo de provas de corta-mato, meio-fundo e fundo. Foi campeã mundial de estrada em três anos consecutivos — 1984, 1985 e 1986 — e venceu as maratonas de Paris (1988), Tóquio (1988), Chicago (1990), Roterdão (1992) e representou Portugal em três Jogos Olímpicos – Los Angeles 84, Seoul 88 e Barcelona 92.

 

9. Carla Sacramento

Esta atleta nascida em 1971 em Lisboa, mas com raízes em São Tomé, dominou durante alguns anos o meio-fundo nacional e internacional. Conquistou várias medalhas em grandes competições internacionais, tendo o ponto alto da carreira ocorrido em 1997 quando se sagrou campeã do mundo nos 1500m. Superou por mais de duas dezenas de vezes os recordes nacionais e apesar de já não competir, os seus máximos nacionais dos 800, 1500 e 3000 metros ainda perduram.

 

8. Manuela Machado

Nascida em 1963, destacou-se internacionalmente na prova da maratona. Nas suas participações em Campeonatos do Mundo de Atletismo conseguiu um sétimo lugar em 1991, medalhas de prata em 1993 e 1997 e a medalha de ouro em 1995. Sagrou-se bicampeã europeia na Maratona, em 1998, no campeonato europeu de Budapeste. Esteve em três Jogos Olímpicos, conseguindo dois sétimos lugares e um vigésimo.

 

7. Rui Silva

Especialista dos 1500 e dos 3000 metros foi medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, conquistou 10 medalhas em grandes competições internacionais, com as cores de Portugal, entre as quais 1 título de campeão mundial e 3 títulos de campeão europeu (em pista coberta), afirmando-se como um dos melhores atletas portugueses de sempre. Representa o Sporting Clube de Portugal desde o ano de 1992 e continua a competir. Lesões afastaram-no de participar nas últimas duas edições dos Jogos Olímpicos.

 

6. António Leitão

Grande figura das corridas de fundo e meio-fundo teve como momento mais marcante da sua carreira a conquista da medalha de bronze nos 5.000 metros dos Jogos Olímpicos de 1984, em Los Angeles. Representou o Sporting de Espinho e o Benfica e ainda hoje detém o recorde nacional dos 3000 metros, que permanece desde 1983. Retirou-se aos 31 anos, devido a problemas físicos e psicológicos associados à hemocromatose (excesso de absorção de ferro no sangue), doença genética que acabou por lhe provocar a morte este ano, com apenas 51 anos de idade.

 

5. Francis Obikwelu

Em Portugal desde os 16 anos, este nigeriano nacionalizado português em 2001 é o recordista nacional dos 100m com 9,86 segundos (também recorde da europa) e dos 200m com 20,01 segundos. Nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, arrecadou a medalha de prata, sendo o primeiro velocista Português a ganhar uma medalha a nível internacional. A nível europeu, sagrou-se campeão dos 100 metros em Munique 2002 e Gotemburgo 2006. Também em 2006 foi eleito o Atleta Europeu do ano pela Associação Europeia de Atletismo. Com uma longa carreira recheada de êxitos, ainda está no activo e o ano passado sagrou-se campeão europeu dos 60m.

 

4. Nelson Évora

Nascido na Costa do Marfim de 1984, esteve em Cabo Verde até aos 5 anos e só depois se radicou com a família na zona de Lisboa. É especialista em triplo salto (tem o recorde nacional com 17,74m), embora também pratique salto em comprimento. Representou Portugal em várias provas internacionais tendo sido campeão do mundo do triplo salto em 2007 e medalha de ouro (a quarta de sempre para Portugal) nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Em Janeiro de 2012 lesionou-se com gravidade durante um evento no Centro de Alto Rendimento do Jamor que o impediu de competir nos Jogos Olímpicos de Londres.

 

3. Fernanda Ribeiro

Desde muito cedo começou a dar nas vistas no atletismo. Em 1980 (com 11 anos) foi segunda classificada na meia maratona da Nazaré, tendo ficado a quatro segundos da primeira classificada: Rosa Mota. Em 1994 torna-se campeã da europa dos 10 mil metros e no ano seguinte é campeã do mundo na mesma distância. Em 1996 protagonizou uma das mais emocionantes finais Olímpicas de todos os tempos nos 10 mil metros, em Atlanta. Ao entrar na última volta tinha 20 metros de atraso em relação à chinesa Wang Junxia, mas na recta final conseguiu ultrapassar a adversária. Portugal conquistava a sua única medalha de ouro em Atlanta e Fernanda alcançava a hegemonia na distância, ao tornar-se simultaneamente Campeã Europeia, Mundial e Olímpica. Ainda é a detentora dos recordes nacionais dos 5000m e  10000m.

 

1. Rosa Mota

Não há grandes dúvidas em considerar Rosa Mota a grande referência do atletismo feminino português. Contudo, a maioria das pessoas não terá uma ideia concreta do porquê dessa distinção. Para além da medalha de ouro na maratona dos jogos olímpicos de Seoul em 1988 e da de bronze nos jogos anteriores em Los Angeles, a sua carreira, de 1982 a 1992, não tem precedentes na história do desporto. Das 21 maratonas disputadas nestes 10 anos, Rosa Mota esteve no pódio por 18 vezes e ganhou 14! Mesmo que a sua carreira tivesse acabado logo após a primeira prova, Rosa teria garantido um lugar na história do atletismo. A sua primeira prova foi também a primeira maratona feminina que existiu, no decorrer do Campeonato Europeu de Atletismo em 1982. Embora não fizesse parte do lote das favoritas, Rosa ganhou! Por fim, o recorde nacional feminino da maratona ainda lhe pertence, alcançado na maratona de Chicago em 1985.

 

1. Carlos Lopes

A vitória na maratona do jogos olímpicos de Los Angeles em 1984 é daqueles raros momentos de TV que ficam gravados na nossa memória para sempre. Nessa prova Carlos Lopes conseguiu uma quantidade de feitos inigualáveis por outro atleta, dos quais se destacam: a primeira medalha de ouro ganha por Portugal; o facto de aos 37 anos ser possível ganhar uma maratona masculina olímpica; e a constatação que ser atropelado uma semana antes da prova não serve de desculpa para não vencer! Atleta do Sporting desde os 20 anos e treinado pelo enorme Moniz Pereira, mostrou sempre grande potencial, mas só perto dos 30 anos despontou em definitivo com a conquista em 1976 do título mundial de corta-mato e da prata nos 10000m dos jogos olímpicos de Montreal. Aos 38 anos, na última grande prova em que participou, ganhou a maratona de Roterdão e estabeleceu um novo recorde do mundo, abaixo das 2h e 8m.

 

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Um comentário a “10 glórias do atletismo português”

  1. Margo10 diz:

    Aos 37 anos é que vai ser, se agora faço 5 km ir e vir no paredao de Cascais, com os bofes de fora, aos 37 ui ui ….ninguém me pára, vou bater meu record pessoal indo até ao Cabo da Roca e voltar, e depois recupero as forças com um gelado do Santini e um palmier recheado da Garret lol

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