10 grandes roubos bem sucedidos 2

A maioria dos homens já pensou pelo menos uma vez em executar um roubo digno de um filme, daqueles que rendem milhões! Felizmente muitos de nós achamos que não vale a pena arriscar. Mas há tipos que não se deixam amedrontar com os pormenores e são capazes de fazer as coisas mais descabidas, com toques de criatividade impressionante. Alguns até nos deixam a pensar se não foram executados por verdadeiros artistas! Fomos à procura de 10 grandes roubos bem sucedidos, tão bem planeados que a maioria dos ladrões não foram apanhados, nem os valores recuperados. Salientamos também que em nenhum destes assaltos houve vítimas mortais.  Nos tempos que correm ouvimos com frequência que “a crise aguça o engenho” mas antes que vos passe pela cabeça cometer um roubo deste género, leiam este artigo!

 

10. Assalto à KLM em Amesterdão – 2005

schiphol

Em Fevereiro de 2005 dois ladrões roubaram uma carrinha, com 118 milhões de dólares em diamantes, do aeroporto de Schiphol em Amesterdão. Os ladrões tinham roubado duas carrinhas e dois uniformes da KLM (companhia aérea holandesa) para conseguirem aceder à área de cargas do aeroporto sem levantar suspeitas. O plano era simples, parar as carrinhas roubadas ao lado da que continha os diamantes, ameaçar com armas os empregados, entrar na carrinha e sair do aeroporto. As empresas que perderam os seus diamantes culparam o aeroporto pela falta de segurança, que entretanto foi melhorada. Os ladrões nunca foram apanhados!

 

9. O gang do aspirador – 2006

French-“Vacuum-Gang”

Em França um grupo desconhecido de ladrões esvaziava os cofres de uma rede de supermercados, apenas munidos de um berbequim e um aspirador modificado. Parece-vos estranho? Este engenhoso grupo descobriu uma falha no sistema de armazenagem do dinheiro e tiraram partido disso. O dinheiro era enviado em envelopes através de tubos ligados a um sistema de sucção. Em vez de irem aos cofres, que implicava uma maior logística, furavam os tubos de sucção do dinheiro e com o aspirador modificado para produzir mais sucção aspiravam os envelopes para fora dos tubos. Simples, eficaz e sem deixar provas, a não ser algumas filmagens de câmaras de vigilância de homens com máscaras.

 

8. Os “Panteras Cor de Rosa”

pinkpanther

Pode até parecer retirado de um filme de comédia, mas estes tipos não brincam! Trata-se de um grupo sérvio que se especializou em roubar jóias. A Interpol acredita que são responsáveis pelos roubos de jóias mais espetaculares da história, tendo já actuado em todas as partes do mundo. Deram nas vistas pela primeira vez quando em 1993 roubaram um diamante no valor de 500.000 libras em Londres. Esconderam o diamante dentro de um frasco de creme de cara, à semelhança  da cena do filme “A Pantera Cor de Rosa” o que lhes valeu a alcunha. São tão atentos aos detalhes de cada roubo e com soluções tão criativas para entrarem nas lojas, que a própria polícia os considera artistas.

 

7. Depósito de valores de Knightsbridge – 1986

knightsbridge

Em 1986 o italiano Valerio Viccei, conhecido e procurado criminoso, decidiu assaltar o depósito de valores de Knightsbridge em Londres. O plano começava com um pedido de abertura de uma caixa. Depois de ser acompanhado ao cofre, subjugou os funcionários e guardas e chamou os seu cúmplices. O grupo fugiu com 174 milhões de dólares, a valores actuais. O assalto só foi descoberto uma hora depois de ter terminado o que deu tempo suficiente para que os ladrões se pusessem em fuga. Valerio foi para a América do Sul, enquanto os seus cúmplices acabaram por ser presos. Estupidamente Valerio voltou a Inglaterra para ir buscar o seu Ferrari e acabou por ser preso, cumprindo 20 anos de prisão. Seria de esperar que alguém que roubou tanto dinheiro pudesse ter comprado outro Ferrari!

 

6. Assalto ao Museu de Arte Moderna de Paris – 2010

paris

Em Maio de 2010 um único ladrão entrou no Museu de Arte Moderna de Paris e roubou obras de arte de pintores como Picasso e Matisse, avaliados em cerca de 100 milhões de libras. O museu não tinha um alarme contra roubos e o ladrão conseguiu entrar partindo uma janela. Roubou os quadros e saiu sem que os guardas tivessem dado pela presença dele ou da janela partida. A polícia desconfia que o roubo tenha sido encomendado por um coleccionador privado, como em outros casos. O ladrão nunca foi apanhado e os quadros nunca mais foram vistos.

 

 

5. Assalto ao Museu de Arte Isabella Stewart Gardner – 1990

boston

O maior roubo de arte da história. Dois homens, vestidos como polícias, entraram uma noite neste museu de arte de Boston. Lá dentro subjugaram os guardas levando-os para a cave. Levaram várias peças de Rembrandt, Degas, Manet, e Vermeer, bem como algumas esculturas e artefactos históricos. O valor do roubo foi avaliado em 500 milhões de dólares e nem os ladrões nem as peças roubadas foram encontrados. Entretanto o processo já prescreveu e este assalto tornou-se num dos mais bem sucedidos e misteriosos de sempre.

 

4. Assalto ao Credit Lyonnais de Paris – 2010

Credit-Lyonnais-France

Em Março de 2010, um grupo de ladrões entrou no banco, no centro de Paris e esvaziou mais de 100 caixas de valores, levando milhões de euros em dinheiro e objectos. O grupo escavou um túnel até à cave do banco através de uma adega de um prédio vizinho, entrando depois no cofre com um maçarico. O banco estava fechado para obras na altura, mas um guarda ouviu os barulhos e ao investigar acabou por ser dominado e preso a uma cadeira. Os ladrões arrombaram 125 caixas e ao saírem pegaram fogo ao que ficou para que qualquer pista que os incriminasse fosse eliminada. Os autores do assalto nunca foram apanhados. Este assalto tem bastantes semelhanças ao assalto de 1971 em Baker Street ( nº 3 deste artigo ) o que demonstra que a segurança destes bancos não melhorou tanto quanto deveria ao longo dos anos.

 

3. O roubo de Baker Street – 1971

baker

A partir da história deste roubo foi feito o filme “The Bank Job” com Jason Statham. Em 1971 uma equipa de ladrões muito bem preparada entraram no cofre do Lloyds Baker Street Bank  e roubaram 3 milhões de libras (cerca de 31 milhões hoje) em dinheiro. Munidos de ferramentas para cortar ferro e de explosivos, fizeram um túnel até ao cofre a partir de uma loja vizinha. Tinham um vigia no telhado do prédio em frente que ia transmitindo informações ao grupo. Perto do final do assalto um operador de rádio interceptou as comunicações do vigia com o resto da equipa dentro do cofre por walkie-talkie e contactou a polícia, que foi vigiar todos os bancos da zona na tentativa de descobrir qual era o banco que estava a ser assaltado. Dois polícias chegaram a passar em frente ao banco enquanto os ladrões estavam dentro do banco, mas como a porta do cofre não apresentava danos pensaram que não era aquele e seguiram. Só dois anos depois é que alguns dos membros da equipa foram apanhados pela polícia, mas o líder do grupo nunca foi descoberto.

 

2. Assalto ao depósito de diamantes de Antuérpia – 2003

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Na sexta feira, 14 de Fevereiro de 2003, Leonardo Notarbartolo liderou o seu grupo de ladrões italianos conhecido como “A escola de Turin” para aquele que se viria a tornar o maior roubo de diamantes de sempre. Leonardo Notarbartolo, terá ficado dentro do depósito depois das portas automáticas se fecharem às 19h daquela sexta-feira. Algumas horas mais tarde o elevador que dava acesso ao cofre é accionado por outros 3 membros do grupo mas os sensores de movimento e as luzes de sinalização tinham sido desactivados previamente, dando-lhes livre acesso à sala do cofre.

A polícia nunca divulgou como eles conseguiram entrar num cofre com uma fechadura de combinação de chaves, outra com um código e ainda conseguiram desactivar o alarme magnético das portas. A verdade é que o grupo teve o fim de semana todo para levar o que conseguisse. Das 160 caixas conseguiram abrir 123. Os diamantes só por si seriam difíceis de vender mas este grupo também levou a papelada necessária para os conseguir vender legalmente. Leonardo acabou por ser incriminado no roubo por prova de ADN de uma sandes deixada a meio dentro do cofre e cumpriu 10 anos de cadeia. O resto do grupo não foi apanhado e os diamantes nunca foram recuperados.

 

1. Assalto ao Banco Societe Generale – 1976

spaggiari

Albert Spaggiari, um francês com uma longa carreira criminal, ficou conhecido por ter sido o homem que planeou o assalto ao Banco Societe Generale em França. Como o cofre do banco ficava na cave do edifício, o melhor caminho seria escavando um túnel a pratir do sistema de esgotos. Abriu uma caixa para ele próprio no banco e colocou um despertador com o alarme marcado para a meia noite, de maneira a poder saber se existiam sensores acústicos ou de som que pudessem estragar os planos. Na realidade o cofre era considerado tão impenetrável que não possuía nenhum alarme.

Depois de Spaggiari e a sua equipa terem cavado a sua entrada no cofre, durante as festas do Dia da Bastilha e com o banco fechado num fim de semana prolongado, abriram mais de 400 caixas tirando mais de 60 milhões de francos em dinheiro e outros bens valiosos.
Quando o roubo foi descoberto a mensagem “sans armes, ni maine, ni violence” em português “sem armas, nem ódio, nem violência” foi encontrada dentro do cofre. O que aconteceu a seguir é digno de um filme hollywoodesco. A polícia acabou por prender um dos membros do grupo uns meses mais tarde, através de uma denúncia de uma ex-namorada. O homem acabou por dizer quem os outros membros eram, incluindo Spaggiari. Quando este estava a ser julgado em tribunal Spaggiari conseguiu fugir, saltando da janela para a rua, onde tinha uma mota à sua espera. Depois disso nunca o apanharam.

 

 

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2 comentários a “10 grandes roubos bem sucedidos”

  1. Raposa diz:

    “… a matéria é sobre os 10 MAIORES ROUBOS DA HISTÓRIA, não os 100 mais da história caro HVS (é alguma marca de fita cassete?)”!

    |||
    * *
    /_\

  2. HVS diz:

    Faltou o assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza!

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