10 falências de bancos surpreendentes 1

Durante os últimos anos, essencialmente a partir do estalar da crise do subprime em 2007 e depois com a crise da dívida soberana, várias instituições bancárias que tínhamos como sólidas e com reputação imaculada, desapareceram! Os bancos que muitos de nós considerávamos intocáveis e inabaláveis começaram a cair como pardais, muitos com pedidos de falência, outros nacionalizados e outros ainda absorvidos a preços simbólicos por outras instituições e caídos no esquecimento. Neste artigo escolhemos 10 falências de bancos surpreendentes, que na nossa opinião são a face mais visível da crise financeira que ainda atravessamos. Pôr o dinheiro debaixo do colchão voltou a estar na moda … e se fizer dores nas costas é bom sinal!

 

10. Banco Português de Negócios – Portugal

10.bpnCriado em 1993, foi um banco privado português que durante anos esteve envolvido em práticas de gestão duvidosas, fraudes fiscais e branqueamento de capitais. Propriedade da Sociedade Lusa de Negócios com ligações muito fortes à política, quando rebenta o escândalo em 2008, o Governo do então primeiro-ministro José Sócrates decide pela nacionalização do banco e sua incorporação no universo da Caixa Geral de Depósitos. Em 2011 o que restava do BPN foi vendido ao Banco BIC por 40 milhões de euros. As contas do custo da nacionalização para os contribuintes não são claras, mas estima-se que a factura esteja entre os 2,2 e o 3,7 mil milhões de euros.

9. Bear Stearns – Estados Unidos

Com sede em Nova Iorque, era um dos maiores e mais respeitados bancos de investimento e de negociação de valores mobiliários do mundo. Entrou em insolvência em 2008, com graves problemas de liquidez, em grande parte devido à crise financeira e à sua exposição ao mercado imobiliário – dois dos seus fundos subprime colapsaram de um dia para o outro. Foi comprado a preço de saldo pelo JP Morgan Chase com o apoio do Reserva Federal Norte Americana.

8. Hypo Real Estate – Alemanha

Quem diria que até na Alemanha houve bancos a sofrerem com a crise! O Hypo Real Estate é um dos maiores intervenientes no mercado imobiliário Alemão. Apesar de ter recorrido a empréstimos e garantias na ordem dos 100 mil milhões de euros, o banco não conseguiu recuperar da elevada exposição à crise e aos investimentos efectuados no Lehman Brothers. Por recear que a insolvência do banco arrastasse a economia Alemã, Angela Merkel decidiu apoiar a nacionalização.

7. Northern Rock – Reino Unido

Foi a primeira instituição de crédito a ser vítima da crise financeira no Reino Unido. O Northern Rock entrou em colapso financeiro depois de ter sofrido avultadas perdas nos produtos directamente expostos ao crédito hipotecário de alto risco nos EUA. O plano de nacionalização custou ao Estado Britânico mais de 110 mil milhões de libras – aproximadamente 4660€ por cada contribuinte! No final de 2011 o Grupo Virgin compra o Northern Rock ao governo britânico por 875 milhões de euros, renomeando-o para Virgin Money.

6. Fortis – Bélgica/Holanda

O início do fim do Fortis deu-se com a mostra de dificuldades do banco em cumprir a sua participação no consórcio (juntamente com o Royal Bank of Scotland e o Santander) de compra do gigante ABN AMRO. O mercado pressentiu a incapacidade do Banco e as acções desvalorizaram abruptamente o que obrigou à injecção de 11 mil milhões de euros de ajuda estatal e posterior nacionalização. Depois de desmembrado, a parte bancária foi comprada e absorvida pelo BNP Paribas.

5. Bankia – Espanha

Em 2012 era o banco Espanhol mais exposto ao sector imobiliário em crise, mas também um dos mais credíveis no país. Recebeu duas injecções do Estado espanhol no valor de 22 mil milhões de euros. A nacionalização levou as taxas da dívida pública espanhola a aproximarem-se dos 6,5% e Espanha foi obrigada a solicitar um programa de resgate da banca à União Europeia – que no total excedeu os 50 mil milhões de euros. Em 2014 o Estado espanhol iniciou o processo de reprivatização do Banco.

4. Royal Bank of Scotland – Reino Unido

Mais um dos bancos que sofreu na pele as consequências de entrar numa grande aquisição (a do ABN AMRO) em plena crise económica. Em 2008, o banco entregou o controlo do seu destino ao Governo em troca de uma injecção de capital de 20 mil milhões de libras. No ano seguinte apresentou o maior prejuízo da história da banca europeia, 23,5 mil milhões de libras, mas mesmo assim “conseguiu” distribuir 1,3 mil milhões em bónus a funcionários!

3. Washington Mutual – Estados Unidos

Outrora o maior banco de poupança dos Estados Unidos, conhecido como o Wal-Mart da banca, colapsou em finais de 2008 após a abertura de um processo de observação do supervisor Americano. Nos dias seguintes os clientes invadiram as agências e 10% dos depósitos foram resgatados. O banco não aguentou a pressão da crise, apesar dos seus mais de 300 mil milhões de dólares de activos e abriu falência. A divisão bancária foi comprada pelo JP Morgan por 1,9 mil milhões de dólares.

2. Banco Espirito Santo – Portugal

Quando em Agosto 2014 o Banco Portugal anunciou um plano pouco claro de resgate para o BES no valor de 4,9 mil milhões de euros, ninguém queria acreditar. Uma instituição basilar da economia Portuguesa tinha acabado de ser “nacionalizada” e a marca BES extinta. Do pouco que ainda se sabe sobre a origem da falência, não há grandes dúvidas que foi dos meandros da gestão matriarcal da família Espírito Santo que resultou o fim do grupo empresarial e do banco.

1. Lehman Brothers – Estados Unidos

A queda do Lehman Brothers é histórica a vários níveis! Era o quarto maior banco de investimento norte-americano e as perdas totais não são precisas, mas superam os 600 mil milhões de dólares! Mais de 3 vezes o PIB Português! As causas do falência estão mais uma vez relacionadas com o subprime e com veículos financeiros complexos, muitos utilizados para manipular o valor de acções de concorrentes e de grandes empresas. Os efeitos da falência ainda hoje atormentam o sistema financeiro Americano e internacional.

 

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Um comentário a “10 falências de bancos surpreendentes”

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