10 bactérias perigosas e as doenças que causam 1

Nas últimas semanas a maioria de nós ficou a conhecer mais uma bactéria, a Legionela, que assolou o concelho de Vila Franca de Xira provocando a contaminação de mais de 300 pessoas e a morte a 8. No entanto as bactérias fazem parte do nosso meio ambiente a até mesmo do nosso corpo, mantendo, por exemplo, o correcto funcionamento dos nossos sistemas intestinais e respiratórios. Os surtos estão descritos na história desde a Grécia Antiga, associados às doenças provocadas por estes organismos. Hoje publicamos as 10 bactérias perigosas e as doenças que causam, porque é sempre bom saber que há na Natureza organismos que não conseguimos ver mas que nos podem atacar!

 

10. Escherichia Coli

Mais conhecida por E. Coli, pode ser benéfica ou prejudicial à saúde, dependendo da espécie e quantidade presente no organismo. Deve o nome ao austríaco Theodor Escherich que a descobriu em 1885. Estas bactérias existem nos nossos intestinos, e de outros animais de sangue quente, e a contaminação dá-se através de bactérias vindas de outros indivíduos, por exemplo pela ingestão de água contaminada, alimentos lavados com água contaminada e mal cozinhados ou crus, resultando em gastroenterites e intoxicações alimentares. É mais comum em países onde as condições de higiene pública não são controladas.

9. Salmonela

A Salmonela é uma das mais perigosas bactérias do mundo. É conhecida há mais de 100 anos e o seu nome vem do cientista americano,  Daniel Elmer Salmon, que descreveu a doença associada a esta bactéria pela primeira vez. É contraída através da ingestão de alimentos contaminados com fezes animais, no entanto se bem cozinhados, com água a ferver, não apresentam perigo, pois a salmonela morre. Os sintomas incluem diarreia, dores abdominais e febre e aparecem entre 12 a 72 horas depois da infecção. A maioria dos infectados recupera sem tratamento mas em idosos, crianças e pessoas com o sistema imunitário debilitado pode tornar-se fatal.

8. Clostridium Botulinum

É a bactéria responsável pelo Botulismo e está presente em todo o mundo nos solos, na água e nos alimentos contaminados ou mal conservados. Provoca uma forma de intoxicação alimentar rara mas potencialmente fatal que leva a paralisia muscular e à morte por insuficiência respiratória. Apesar de ser uma bactéria altamente perigosa é utilizada no botox.

7. Vibrio cholerae

Esta é a bactéria responsável pela Cólera e é transmitida geralmente pela água e alimentos ou talheres contaminados. Interfere com o trato intestinal e os sintomas são diarreia e vómitos, o que propicia a contaminação em países com saneamento deficiente. A contaminação de pessoa para pessoa é menos comum, e uma boa higiene, evitando o contacto directo com os dejectos da pessoa contaminada, previnem a contaminação. Com o controlo e saneamento das redes públicas de água, os surtos de cólera tornaram-se menos comuns, no entanto nunca é demais manter a higiene pessoal em dia.

6. Clostridium Tetani

O Clostridium Tetani é a bactéria responsável pela doença do Tétano. Esta bactéria produz esporos que, se inoculados, germinam e produzem uma toxina que se fixa aos neurónios. É inoculado através de feridas, queimaduras e picadas entre outras formas e provoca fortes contracções musculares por todo o corpo, dificuldade em abrir a boca, rigidez do pescoço e costas e insuficiência respiratória entre outros. O período de incubação é de 4 a 14 dias, sendo 7 o mais comum. Na maioria dos casos, quanto mais afastada do sistema nervoso estiver a ferida, mais longo é o período de incubação.  Os espasmos podem durar semanas e a recuperação completa pode levar meses. Felizmente existe a vacina e é altamente aconselhável que esteja em dia.

5. Aspergillus

Trata-se de um género de fungos usado na produção de alguns alimentos e existem cerca de 200 espécies na natureza. Destas, cerca de 20 são potencialmente fatais para o homem provocando infecções pulmonares e do sangue. Desenvolve-se em restos de comida, árvores e plantas e materiais em decomposição e a disseminação dá-se por via respiratória. Os sintomas da aspergilose podem ser tratados com medicação mas se os medicamentos não forem eficazes pode levar à morte.

4. Streptococcus

Apesar da maioria das espécies deste género de bactérias ser inofensiva (fazem parte da microbiótica normal da boca, pele, intestino e sistema respiratório), algumas podem causar doenças no ser humano. Podem ser passadas por contacto, espirros e tosse, mas não resistem a detergentes e sabão. Entre os sintomas estão infecções na pele, sangue, nas articulações, cardíacas, pneumonia entre outros podendo provocar a morte.

3. Estafilococus

O estafilococos pertence a uma larga família de bactérias com mais de 40 subespécies e uma das mais perigosas na Terra. Encontra-se facilmente, em pequena quantidade, na pele de uma pessoa e um sistema imunitário forte é perfeitamente capaz de lidar com esta bactéria. Se o sistema imunitário estiver enfraquecido, existem antibióticos que podem tratar os sintomas. São conhecidas estirpes resistentes a antibióticos, as Staphylococus Aureus, que provocam grande preocupação por serem cada vez mais encontradas em hospitais. Existem no entanto antibióticos capazes de lidar com estas estirpes.

2. Treponema pallidum

É a bactéria responsável pela doença sexualmente transmissível, Sífilis. Não se conhece ao certo a sua origem mas existem relatos da doença na Grécia Antiga. A sífilis pode apresentar-se num de quatro estágios, primário, secundário, latente e terciário. Os sintomas incluem erupções cutâneas, geralmente  nos órgãos genitais mas que podem aparecer noutros locais do corpo, cefaleias, dores nas costas, febre, prurido, complicações cardiovasculares entre outros. A sífilis é tratável e é importante iniciar o tratamento o mais cedo possível, porque com a progressão para a sífilis terciária, os danos causados poderão ser irreversíveis, nomeadamente no cérebro.

1. Mycobacterium tuberculosis

Esta é a bactéria responsável pelos inúmeros casos de tuberculose pulmonar que há séculos assolam a humanidade. Estima-se que esta bactéria tenha evoluído há mais de 50.000 anos. No entanto os pulmões não são os únicos órgãos que esta bactéria pode afectar, na realidade praticamente todo o corpo é o seu recreio. Espalha-se pelo ar e pessoas próximas de pessoas infecciosas são mais propensas a contrair a doença. A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) é utilizada na  prevenção das formas graves e disseminadas na criança, apesar de não evitar o contágio ou mesmo o desenvolvimento de doença. Todos os recém nascidos devem por isso, ser vacinados.

 

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